Celular: um inimigo para a nossa saúde?

O celular faz parte da nossa rotina. Ao acordar e começar as atividades do dia, ele nos faz companhia, nos atualizando das notícias do mundo e dos amigos, através das redes sociais e dos sites de notícias. O pequeno aparelho oferece tudo o que precisamos, com apenas um toque é inegável refletir o quanto ele transformou a nossa vida.

Porém, apesar do passatempo que ele nos proporciona, o dispositivo de certa forma alterou o nosso comportamento, principalmente a maneira como o nosso corpo se comporta quando estamos com ele em mãos. Conforme explica o professor do curso de fisioterapia da Unochapecó, Vinicius Brandalise, nos últimos anos se tem observado uma mudança de hábitos da população e alguns trabalhos científicos estão analisando isso. “Aqui na Universidade, foi feito um levantamento e foi percebido que os estudantes passam mais tempo usando o celular do que a TV e o computador. Enquanto se usa em média duas horas para esses dois últimos itens, o celular é usado o dobro do tempo”.

Captura-de-Tela-2018-09-12-às-13.21.58.png

Mas todo esse tempo em frente a tela não é o problema. A questão é a posição que o nosso corpo adota para ficar olhando para o dispositivo. Vinicius comenta que a partir disso começam a surgir dores de cabeça e dores no pescoço, que é o resultado para quando a pessoa fica no celular continuamente. “Essa posição é de flexão, com a cabeça inclinada e com o queixo quase encostando o peito. O indivíduo não percebe a duração da posição, então por se entreter com as atividades do celular, ele consegue ficar várias horas na mesma posição”, comenta.

Segundo ele, essa posição gera algumas alterações importantes, como o encurtamento da parte interior do corpo, onde o indivíduo fica com os ombros curvados para frente e o peito fica encurtado e a diminuição da força muscular da parte posterior do pescoço e do dorso também, que precisa automaticamente ser mais flexível. Tudo isso faz com que aumente a curvatura da região cervical e consequentemente dorsal, gerando uma hipercifose e um desequilíbrio na posição fisiológica do coluna cervical e torácica”.

the-price-of-using-cellphone-networks

            Para que a pessoa evite essa alteração no corpo, existem algumas dicas que podem ser lembradas ao longo do dia. Uma delas é o controle do tempo em frente a tela. “Para cada 30 minutos no celular, é aconselhável um intervalo do mesmo tempo em outras atividades”, explica Vinicius. Outra dica são exercícios físicos semanalmente, para que o corpo se movimente e evite as dores comuns ao usar o dispositivo.

correndo-832x520

            O professor também comenta que durante a pesquisa com os acadêmicos, foi apontado um maior uso do celular durante a noite, antes de dormir. “Esse uso antes do sono nos faz acordar com fadiga cumulativa, pois o nosso corpo fica na expectativa do que está acontecendo nas redes sociais, por exemplo, e não descansa. Por isso é aconselhável evitar o uso do dispositivo ao se deitar”.

            E por fim, para e quem já tem alterações fisiológicas causadas pelo uso contínuo do celular, o professor aconselha a fisioterapia.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s