Cuidados com ronco e apneia

O ronco e a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) são temas muito discutidos no Brasil e no mundo. Além dos transtornos sociais e psicológicos, podem trazer consequências físicas para o paciente, como hipertensão, arritmias cardíacas e AVCs.
A apneia do sono é a obstrução das vias aéreas, que ocorre pela flacidez dos tecidos da garganta, impedindo a respiração por alguns segundos, várias vezes por noite.  Já o ronco é causado pela vibração dos tecidos da faringe quando o ar passa nessa região, o que é favorecido pelo relaxamento natural dessa musculatura durante o sono.
De acordo com a fonoaudióloga da Clínica Comunicação, Daniela Vieira da Rocha, as características anatômicas de certos indivíduos podem predispor ao problema, que tende a piorar com o aumento da idade, pelo aumento da flacidez na musculatura da garganta e do peso e pelo acúmulo de gordura na região da faringe bem como na língua, que torna ainda mais difícil a passagem do ar.

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Acredita-se que a vibração dos tecidos da faringe ao longo dos anos também contribui para o aumento da flacidez da musculatura e, consequentemente, para o agravamento do ronco. Ou seja, uma pessoa que não tem apneia pode acabar desenvolvendo a doença se não fizer nada para combater o ronco.

Tratamento

Daniela esclarece que a fonoterapia tem como objetivo aumentar o tônus muscular dos tecidos moles – língua, faringe e palato mole – consequentemente diminuindo a pressão crítica e diminuição do ronco e da gravidade da apneia, visando o equilíbrio miofuncional desse sistema. “O trabalho do fonoaudiólogo visa, sobretudo, prevenir, habilitar ou reabilitar as funções neurovegetativas, através de um tratamento customizado, com a seleção de técnicas e exercícios da terapia miofuncional orofacial, para promover a alteração das estruturas e funções, conforme a preferência do paciente e conhecimento clínico”, destaca.

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A fonoaudióloga acrescenta que o indivíduo que respira pela boca não consegue vedar os lábios devido ao tônus estar diminuído. O que também poderá apresentar hipotonia (fraqueza) dos órgãos fonoarticulatórios e um posicionamento incorreto de língua. Nestes casos, o tratamento fonoaudiológico tem como objetivo, principalmente, a conscientização da necessidade da adequação da respiração e do sono.
“O trabalho muscular necessário será realizado através de exercícios que adequarão a tonicidade e postura dos órgãos fonoarticulatórios, ou seja, através da realização de alguns exercícios, possivelmente há a redução do ronco e um rearranjo do sistema oral e com este equilíbrio, a prevenção do aparecimento da apneia obstrutiva do sono”, informa Daniela.
A terapia fonoaudiológica é indicada para ronco, apneias leves e moderadas. É importante que sejam descartadas obstruções nasais graves. Para evitar qualquer tipo movimentação inadequada dos músculos orofaciais que possa causar desconforto, o paciente deve ter muita cautela ao realizar os exercícios. Por isso há a necessidade de acompanhamento de um profissional adequado, neste caso um fonoaudiólogo especializado.

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