Dia dos Pais – De herói à exemplo

A figura do pai herói sempre esteve presente durante a nossa infância. Quando precisávamos pegar uma xícara no alto para fazer achocolatado ou quando era preciso de uma mão para segurar a bicicleta enquanto andávamos. Parecia mágica a maneira que ele desempenhava essas tarefas para nos ajudar. Na adolescência, ela perde um pouco da força e na vida adulta passamos a olhá-la de outra maneira. O tempo passou também, e essa figura heroína começou a ser interpretada por outras pessoas. Pela mãe, pelo irmão ou pela tia, que exercem duplas funções para nos preparar para a sociedade.

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Nesse Dia dos Pais, as figuras paternas dividem a homenagem. De uma boa maneira, claro. Segundo o professor de filosofia do programa de pós-graduação da Unochapecó, Edivaldo José Bortoleto, no mundo atual as famílias começam a se construir de um modo diferente, onde a mãe é o pai ao mesmo tempo e vice-versa. “Com isso, acontece uma renovação no diálogo paterno e materno com os filhos. Os pais também passam a assumir novas tarefas, como cuidar da casa, criar os filhos e descobrir essa forma de paternidade”, explica.

Com as grandes mudanças e novidades do mundo, o pai é a nossa referência. Com ele aprendemos a dar os primeiros passos, a escovar os dentes, a amarrar os tênis e a agradecer quando recebemos ajuda. Mais tarde, ele nos ensina a como enfrentar os nossos problemas e a aproveitar da melhor forma os momentos felizes.

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A partir disso, o pai assume uma tarefa nada fácil. São valores que levamos para a vida. Essa figura de herói, conforme o professor esclarece, se dá como uma forma de não nos sentirmos desprotegidos. E, para que estejamos prontos para enfrentar as situações do dia a dia, ele nos ensina o máximo que pode. “É preciso que a família esteja aberta ao mundo para possibilitar ao filho um crescimento de autonomia, liberdade e amor. Sendo assim, ele estará preparado para viver na comunidade sem se sentir desamparado”, comenta Edivaldo.

Com o curso da vida, crescemos. Passamos do ensino fundamental para o terceirão. De lá para a universidade e assim por diante. Quando sentimos que estamos um pouco perdidos, olhamos para o lado para se certificar que ele estará lá. Basta uma piscadinha,   um sorriso ou um abraço para sabermos que está tudo bem. O nosso pai estará lá para nos apoiar e ajudar a entender como lidar com a vida.

Father And Teenage Son Having A Hug

Como os pilares que chamamos de valores nos sustentam, os nossos pais também fazem isso. Ao crescer, passamos a olhar essa figura heróica com outros olhos. Percebemos que o pai é além disso. É um exemplo. Reconhecemos que a magia paterna tem limites e que precisamos iniciar a nossa caminhada com o que aprendemos dela.

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