Entenda a dor crônica

Por Márcio Paz Telesca

Médico ortopedista e traumatologista cooperado da Unimed Chapecó

Todo mundo sente dor de vez em quando. Quando você corta o dedo ou leva uma pancada no esporte, a dor é a maneira do seu corpo de lhe dizer que algo está errado. Uma vez que a ferida cura, deve parar de doer.

A dor crônica é diferente. Seu corpo continua doendo semanas, meses ou mesmo anos após a lesão.  A dor crônica pode ter efeitos reais sobre sua vida cotidiana e sua saúde mental. Mas você e seu médico podem trabalhar juntos para tratá-lo.

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O que faz você sentir dor crônica? O sentimento de dor vem de uma série de mensagens que caminham no seu sistema nervoso. A lesão acende sensores de dor naquela área. Eles enviam uma mensagem sob a forma de um sinal elétrico, que viaja de nervo para nervo até atingir seu cérebro. Seu cérebro processa o sinal e envia a mensagem que você machucou. Normalmente, o sinal para quando a causa da dor é resolvida – seu corpo reparou a lesão.

Mas, na dor crônica, os sinais nervosos continuam disparando mesmo depois de curar. Quais as condições causam dor crônica? Às vezes, a dor crônica pode começar sem qualquer causa óbvia. Mas para muitas pessoas, ele começa após uma lesão ou por uma condição de saúde. Algumas das principais causas incluem: lombalgia crônica, fibromialgia, local onde foi feita uma cirurgia, enxaqueca, lesões em nervos.

Uma das formas de identificar a cronificação é a alteração no padrão dessa dor.

Ela normalmente vem acompanhada de outras condições: sono perturbado, alteraçõesstress de humor e de apetite. O que traz importantes reflexos na vida pessoal: trabalho, relações familiares, etc.

Isso cria um ciclo, exemplo: ao se magoar é mais provável que você se sinta deprimido e sua dor piore, ao piorar a dor, você dormirá mal e no outro dia a fadiga muscular causará mais dor.

Existem diversas medicações e modalidades de tratamento que podem a ajudá-lo a quebrar esse ciclo e melhorar a sua qualidade de vida.

Embora seja uma condição de atendimento multidisciplinar, caberá ao seu médico saber orientá-lo quanto ao momento certo de mudar terapias ou medicações e uma continuidade de tratamento é imprescindível para que se possa estabilizar a condição.

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