AIDS: diga sim à prevenção

No dia 01 de dezembro é comemorado o Dia Mundial de Combate a Aids. Apesar de muitos avanços no tratamento e campanhas para combate e prevenção da doença, o aumento no número de casos é motivo de preocupação.

O Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, realiza rotineiramente um Boletim Epidemiológico sobre HIV/Aids. O último boletim é do ano de 2016 e traz alguns dados importantes.

De acordo com o boletim, do ano de 2007 até junho de 2016, foram notificados 136.945 casos de infecção pelo HIV no Brasil, sendo a região Sudeste a que mais registrou casos, foram 71.396 (52,1%), seguido do Sul, com 28.879 casos (21,1%), Nordeste, com 18.840 (13,8%), Centro Oeste, 9.152 casos (6,7%) e 6.868 na Região Norte (6,3%).

Já em relação a AIDS, entre os anos de 1980 e 2016, foram notificados no país 842.710 casos. O Brasil tem registrado, anualmente, uma média de 41,1 mil casos de Aids nos últimos cinco anos.

Qual a causa?

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            A AIDS é oriunda de um vírus: o HIV, abreviação em inglês de Vírus da Imunodeficiência Humana. O nome não é à toa. Esse vírus destrói o sistema imunológico, fazendo com que as células que deveriam proteger o corpo façam a ação contrária e ataquem as células saudáveis.

            É importante ressaltar que nem todas as pessoas que possuem o vírus HIV (também chamadas de soropositivos), desenvolvem os sintomas da Aids. Mas, essas pessoas podem, ainda assim, transmitir o vírus para outras que são saudáveis.

            A transmissão do vírus acontece, principalmente através de relações sexuais sem uso de preservativo. Além dessa, existem outras causas, como o compartilhamento de seringas contaminadas com sangue, ou de mãe para filho, durante a gravidez/amamentação. “Alguns grupos de pessoas são mais suscetíveis a contrair a doença, principalmente por dificuldades em exigir o uso do preservativo.  A mulher casada é um exemplo.  Por estar em uma relação de muito tempo, acaba deixando de usar o preservativo. Homens que fazem sexo com homens e profissionais do sexo também fazem parte do grupo que tem dificuldade em pactuar o uso da camisinha.  Apesar de existirem os grupos de risco, a doença ocorre em diferentes classes sociais e econômicas. O que percebemos atualmente, é que o número de casos vem aumentando em uma parte da população de classe econômica mais baixa”, explica Dirceu Hermes, Presidente do Grupo de Apoio de Prevenção à Aids – GAPA Chapecó.

Aids pode matar?

            Segundo o Ministério da Saúde, a Aids em si não mata. O que pode levar a óbito são doenças que se instalam no corpo do soropositivo, justamente pelo enfraquecimento do sistema imunológico. Os ataques do vírus às células saudáveis fazem com que o organismo fique mais vulnerável.

Como saber se tenho HIV?

            No Brasil, é possível realizar exames laboratoriais e exames rápidos pelo  Sistema Único de Saúde (SUS).

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O exame é rápido é feito através da coleta de uma pequena quantia de sangue, geralmente retirado da ponta do dedo e colocado em dois dispositivos de testagem para chegar ao resultado. Caso haja divergência entre os dois dispositivos, um terceiro teste é realizado para sanar a dúvida. O resultado é extremamente confiável e não há necessidade de outro exame laboratorial para confirmação.

            Se o resultado for positivo, o paciente passa por um processo de aconselhamento, realizado por profissionais capacitados para melhor absorção da informação, pois ainda existe, infelizmente, um grande preconceito com quem é portador do vírus HIV. “É importante lembrar a importância do diagnóstico precoce.  O exame é super sigiloso e rápido, mas muitas pessoas ainda têm resistência em fazer o teste. Quanto antes a sorologia for descoberta, mais cedo se inicia o tratamento. O paciente melhora sua qualidade de vida e interação social, relata Hermes.

Tratamento


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            Felizmente, depois de muitos anos, hoje já existe um tratamento para quem sofre com a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. Esse tratamento inclui acompanhamento frequente de profissionais da saúde, além da realização constante de exames. Só será necessário tomar os medicamentos antirretrovirais quando esses exames indicarem a necessidade. Os remédios buscam manter o vírus sob controle o maior tempo possível. Essa medicação faz com que diminua a multiplicação do vírus no organismo, recuperando as defesas do corpo.

            É muito importante que o soropositivo não esqueça ou abandone o tratamento, que deve se mantido fielmente todos os dias. Se isso acontecer, o vírus cria resistência aos antirretrovirais e as opções de medicamentos diminuem.

            Para realizar esse acompanhamento e não esquecer do tratamento, o Ministério da Saúde desenvolveu um aplicativo para auxiliar os portadores de HIV, o Viva Bem. O app está disponível para os sistemas Android e IOS. Nele é possível realizar um cadastro de lembretes de medicamentos, exames, consultas e vacinas. Também possui uma espécie de diário de tratamento, onde o paciente pode relatar como está se sentindo através de emojis. O app também permite ter acesso aos exames de carga viral e CD4, que são realizados pelo SUS, além de poder acompanhar gráficos de evolução do tratamento, informações sobre medicamentos e contato de emergência quando for necessário falar com a equipe de saúde que atende o usuário.

Todos os anos, milhares de pessoas são infectadas pelo vírus HIV. Muitas delas sequer sabem que estão infectadas. Por isso a importância de existir um dia especial de conscientização. Uma doença não pode ser mais esperta que você! Use sempre preservativo, não compartilhe seringas e fique atento. Previna-se!

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